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02/05/2021 Reuniões virtuais: estudo mostra que cérebro precisa de pausas entre encontros para não acumular estresse

O home office aumentou a necessidade de realizar reuniões entre as equipes para alinhar situações de trabalho que antes eram tratadas de maneira direta no dia a dia das empresas, com uma simples caminhada até a mesa do colega de trabalho. Diante disso, muitos profissionais têm reclamado do volume de reuniões e dos desgastes mentais provocados por elas.

Um estudo conduzido pela Microsoft, usando análise de ondas cerebrais, confirmou que as reuniões virtuais são estressantes. No entanto, pequenas pausas podem fazer a diferença e, inclusive, aumentar a capacidade do indivíduo de se concentrar e se envolver no encontro.

O estudo faz parte de uma pesquisa maior sobre o futuro do trabalho diante da pandemia. O Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft — empresa proprietária do aplicativo Teams, de videoconferências — buscava uma solução para o cansaço gerado pelas reuniões virtuais.

A análise foi feita com 14 pessoas. Elas participaram de videoconferências enquanto usavam equipamentos de eletroencefalograma, que monitoram a atividade elétrica do cérebro. Cada voluntário esteve em duas sessões. 

Na primeira, eles compareceram a quatro reuniões consecutivas, cada uma com duração de meia hora, cada uma sobre uma tarefa diferente. No segundo dia, os quatro encontros foram intercalados com intervalos de dez minutos, nos quais os participantes meditaram com o aplicativo Headspace.

O estudo obteve algumas conclusões. Uma delas é que as pausas permitem que o cérebro dê um “reset” e não acumule tanto o estresse das reuniões. Os encontros consecutivos podem reduzir a capacidade de focar e se envolver nas discussões, mas, com os intervalos e a meditação, os padrões de ondas cerebrais mostraram níveis positivos de assimetria alfa frontal, que se correlaciona com um maior envolvimento durante a reunião.

Além disso, o momento de transição entre as videoconferências também pode se tornar uma grande fonte de estresse: os pesquisadores identificaram picos de tensão justamente nestas ocasiões.

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